A minha história
Como imigrante, eu falo muito em primeira pessoa, antes de falar como Advogada.
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Eu fui primeiro imigrante, depois advogada, primeiro senti na pele, depois pude cuidar de quem também sente, por isso, sei a dor e a delícia de ser quem sou: imigrante e advogada. Comecei a Advogar em Portugal quando decidi ficar aqui após o fim do meu mestrado. Minha vinda a Portugal era temporária, apenas para estudar e ir embora. Mas o meu destino mudou depois de já ter "data" de retorno ao Brasil, no meio do caminho: um amor, uma pandemia e uma decisão de continuar em Portugal. Aquilo que para mim era temporário tornou-se definitivo. No fim das contas, eu acredito que tudo favoreceu para que eu pudesse me tornar, definitivamente, imigrante.
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Me tornar depois, advogada de imigração é entender perfeitamente as angústias, ansiedades e o medo de todo planejamento migratório e da vivência em Portugal, seja como estudante, seja como trabalhador subordinado, seja como profissional liberal, já que passei nessas 3 fases.
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Como decidi ficar em Portugal exatamente quando começou a pandemia em 2020, precisei buscar um emprego para me sustentar enquanto não terminava o mestrado - em fevereiro de 2020 eu tinha meus últimos 5 mil reais na conta (da poupança), enquanto não saia minha inscrição na Ordem de Advogados, depois fui adiando minha saída e fiquei lá por 2 anos e meio.
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Então aprendi e senti na pele o que é ser empregada estrangeira em outro país - eu fui a primeira brasileira a trabalhar na empresa e foi demorado me aceitarem lá - em razão do meu currículo que afastava todas as vagas de emprego que me candidatei - óbvio né? Eu era qualificada demais para ser funcionária e ganhar 1 salário mínimo. Aprendi que isso conta, isso conta e muito. Depois, também foi demorada a decisão de trocar um salário certo todo mês para empreender como Advogada em Portugal.
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Mas no fim das contas, eu fui com medo mesmo e apresentei minha carta de despedimento. Quando estamos no nosso país, dentro da casa dos nossos pais, tendo uma vida confortável é mais fácil tomar decisões, e arriscar com o apoio familiar. Mas nem sempre é essa a realidade da maioria das pessoas.
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Por isso, conte comigo para que sua jornada seja mais leve e que seu caminho seja de boas decisões. A decisão é sua, mas posso te ajudar a chegar lá.
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